O desafio na educação dos filhos


Por: Armando Correa de Siqueira Neto


Mediante as dificuldades cotidianas de se educar os filhos, vê-se a necessidade de agir com maior rigor, utilizando-se de um planejamento a ser compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com as crianças. É importante criar um método que ajude no processo educacional dos filhos. Não obstante, agir organizadamente traz mais harmonia para dentro dos lares, além de gerar a gostosa sensação de se estar cumprindo a vital missão: educar o ser humano para uma vida mais plena.
Faz-se necessária a lembrança de que a Educação Infantil deve acontecer em casa e de que, à escola, compete a formação acadêmica, acrescida de alguns valores. Portanto, é um casamento de forças educacionais, e não um jogo de empurra-empurra, no qual a criança deixa de ser educada e, de quebra, sente-se um transtorno. A educação leva tempo, não ocorre da noite para o dia. Ela é um processo. Não somos máquinas programáveis, somos gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade para tornar a vida melhor.

Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura, além da bola-de-neve dos relacionamentos ruins, que são desenvolvidos, em parte, como conseqüência desse equívoco. Contudo, a natureza é especial, e as possibilidades favoráveis são ilimitadas. Aqueles que despertam com nova esperança no coração encontrarão forças para fazer a diferença de seu jeito particular, próprio de cada família.
Destacam-se alguns pontos-chave no processo de educação. Eles determinam o grau de êxito em cada caso. São o sacrifício, o acordo, os objetivos, o conhecimento, a paciência, a firmeza e a perseverança. Acrescente outros itens que desejar e melhore ainda mais esse encontro de boa vontade com a educação dos filhos.

1. SACRIFÍCIO: A tarefa da educação requer sacrifícios como paciência, perseverança e firmeza. Tudo tem um preço na vida. Compreender o resultado do sacrifício ajuda a tornar o custo mais leve. Há tempos, as pessoas evitam os sacrifícios, cujo significado é “privação de coisa apreciada”.
2. ACORDO: Todos os cuidadores precisam se conhecer e agir de comum acordo e em parceria. Assim, a força estará concentrada na união e na aprovação da forma de educar. A criança percebe se o conjunto é coerente.
3. OBJETIVOS: Estas tarefas de educação visam educar a criança e, conseqüentemente, trazem mais harmonia para o lar. Todos devem ter conhecimento acerca do que se pretende com a educação.
4. CONHECIMENTO: A criança, a partir de 2 anos de idade, aproximadamente, testará e contestará os pais, utilizando-se da famosa birra (choro, esperneação, etc.) como instrumento para essa finalidade. “Quem não chora não mama.”
5. PACIÊNCIA: Sem a paciência, desistimos de nossos projetos; com ela, nos alimentamos diariamente, dando forças para a firmeza.
6. FIRMEZA: Manter a prática firme da educação e criar o seu hábito levam à consistência e à segurança da criança. Lembre-se de que o tempo gera o hábito, e o hábito gera a economia.
7. PERSEVERANÇA: No dia-a-dia é que se constrói a educação; portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.

Fonte: www.construirnoticias.com.br

 

 

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