A motivação para estudar

“A motivação é o empurrão que anima e sustenta uma ação ou um comportamento, para satisfazer as próprias necessidades. Uma forte motivação estimula um comportamento decisivo e direto ao objetivo, enquanto uma motivação fraca produz um comportamento incerto e confuso. Uma forte motivação coloca no estudo um forte interesse, uma intensa vontade de aprender, uma sólida tenacidade diante das dificuldades. Enfim, uma forte motivação torna mais provável o sucesso e a gratificação no estudo.”

“A motivação determina aquilo que se deve lembrar e aquilo que se pode esquecer. Lembra-se mais facilmente aquilo que se interessa, ou seja, que se gosta, aquilo que é útil. Esquece-se mais facilmente aquilo que é chato, que não se gosta, que é inútil. Em outros termos, esquece-se facilmente quando não se é motivado a lembrar, porque, em tal caso, as informações aprendidas perdem importância e relevo e vão acabar no fundo da nossa memória1”.
Bom, como se pode ver, a motivação é algo FUNDAMENTAL.

As motivações podem ser intrínsecas ou extrínsecas, ou seja, internas ou externas. As motivações internas são as mais fortes e mais eficazes, mas podemos nos aproveitar tanto de umas como de outras.

Exemplo de motivações internas: prazer de aprender, curiosidade de descobrir, outo-realização.
Exemplo de motivações internas: reconhecimento, incentivos, gratificações, evitar reprovação, evitar punição, agradar os outros.

“UMA FORTE MOTIVAÇÃO É INDISPENSÁVEL, SOBRETUDO QUANDO SE ENCONTRAM OBSTÁCULOS, DIFICULDADES E FRUSTAÇÕES. AS DIFICULDADES NO ESTUDO SÃO INEVITÁVEIS, PORQUE O ESTUDO IMPLICA FADIGA, EMPENHO E ESFORÇO. PARA ENFRENTAR TAIS DIFICULDADES SE PODE AGIR EM DUAS DIREÇÕES: MELHORAR O PRÓPRIO MÉTODO DE ESTUDO E ACENDER A MOTIVAÇÃO OU A VONTADE DE ESTUDAR.”

Algumas indicações para auto-motivar-se para o estudo

  • Cuidar da outo-estima. Deixar de lado aquelas frases que podemos dizer a nós mesmos: “eu não sou capaz”, “não vou conseguir”, “sou um incompetente”. Se olharmos bem isso é até pecado.
  • Visualizar-se positivamente: imaginar a satisfação que terei quando conseguir um bom resultado, uma boa nota, ou dominar o assunto.
  • Valorizar o estudo. O saber tem um valor em si mesmo, o conhecimento é uma riqueza imensa e um grande privilégio que nem todos tem acesso.
  • Planejar as atividades de estudo. Muito importante aqui analisar as prioridades, fixar objetivos realistas e elaborar estratégias para cumpri-los. Por exemplo, dentre tudo o que eu tenho que estudar, qual é a matéria que eu tenho maior dificuldade ou qual é aquela que tem maior conteúdo?
  • Auto monitorar-se. Quando você se auto-avalia, pode ter a agradável sensação de estar aprendendo, de verificar seus progressos.
  • Auto reforçar-se. Parece estranho, mas é como uma auto premiação. Um “que massa, eu já sei disso!” ou então “agora que eu consegui estudar e entender isso, posso me premiar com tal coisa que gosto”. Com relação a isso é muito importante colocar em primeiro lugar o esforço depois o prêmio. Primeiro se faz o que é mais sacrifício, depois aquilo que é mais prazeroso.
  • Fonte: revista Shalom Maná, nº 173 – dezembro/07

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