
Conhecendo melhor o meu filho
A criança com 7 anos de idade.
Expressão emocional
Dos seis anos e meio para os sete anos, a
vida da criança adquire um tom mais sério e
mais ponderado. A criança é mais inibida, domina-se
melhor e torna-se mais consciente das outras pessoas e das
suas relações para com elas. Pode ter tido,
aos seis anos, preocupações com o céu
e com a morte ou com o bem-estar da mãe e o perigo
de ela ser fulminada por um raio ou de ficar fechada no banheiro.
Aos seis anos e meio, pode ter andado preocupada com a saúde
do pai ou com as crianças da sua escola; mas, aos sete
anos, é ela mesma a sua preocupação dominante.
Receia que o segundo seja difícil demais para ela.
Se tem soluços repetidas vezes, começa a ter
medo de morrer; ou, se esfrega os olhos persistentemente,
teme que possa acontecer alguma coisa ao seu globo ocular
(no entanto, não consegue deixar de esfregar). Começa
a ser capaz de se colocar no lugar de outra pessoas ou, mais
propriamente, se situar em si própria a experiência
de outros. É por isso que se comove tanto com histórias
tristes, programas de televisão e filmes. Algumas das
histórias que inventa a respeito das aventuras suas
são, por vezes, acontecimentos verdadeiros, vividos
por outra criança, e que passaram a tornar-se reais
também para ela. De outro modo, não lhe teriam
provocado uma reação tão viva.
As crianças de sete anos têm tendência
inicial pra se esquivar das situações, em vez
de as enfrentar e de lhes resistir, como fazem as de seis
anos. Com essa fuga, a criança de sete anos está
tentando proteger-se. Tapa as orelhas com as mãos para
não ouvir ruídos violentos. Não presta
realmente a atenção necessária para ouvir
a mãe quando ela chama – embora possa ouvi-la,
se ela gritar, segredar ou mudar por qualquer outra forma
a sua maneira habitual. Quando lhe fazem perguntas, responde,
muitas vezes, “não sei”, ou “ainda
não demos isso”. Se lhe pedem para fazer qualquer
coisa, pode dizer que está muito cansada ou que “não
está com vontade”. A sua falta de confiança
em si vai até o ponto de nem mesmo querer tentar.
Embora possa agredir a mãe com um “Você
é má”, quando ela ralha com ela ou quando
tem algum problema com ela, o mais natural é a criança
retirar-se emburrada, ou correr para o quarto, batendo a porta.
Quando as coisas não lhe correm bem nas brincadeiras
com os amigos, pode preferir brincar sozinha ou abandonar
a cena com um “Vou-me embora”. E, se as coisas
não correm como ela quer no lar, pode dizer: “Ninguém
me trata bem. Vou fugir de casa.” Pode chegar mesmo
a pôr na mala as suas coisas e ir até a porta
da rua, mas não vai além dos degraus da entrada
ou das primeiras casas da vizinhança. Algumas, poucas,
crianças de sete anos, que parecem ter medo da vida
em geral, sentem verdadeira relutância em crescer. Recuam
perante as novas exigências que o crescimento lhes impõem.
As crianças de sete têm ainda os seus momentos
de oposição – os seus “repentes
maus” – mas não resistem apenas por quererem
resistir. A criança pode, talvez, desafiar a mãe:
“Tenta me obrigar”, mas, na pior parte dos casos,
procura apresentar uma razão, “Por que é
que eu tenho que fazer isso?” Se provocou uma cena por
causa de qualquer exigência que o pai ou a mãe
lhe fizeram, pensa de novo no assunto passado algum tempo,
e admira-se por ter sido tão “pateta”.
A sua ira é freqüentemente dirigida contra ela
mesma, por causa das suas próprias ações.
É capaz de atirar longe um livro, quando não
consegue entendê-lo, ou de quebrar qualquer objeto em
que se machucou. Pode atirar pedras em outras crianças,
quando abandona o local de um conflito, mas é raro
agredir alguma vez a mãe. Tem agora dentro de si mecanismos
de reestabilização mais eficientes. Quando lhe
é aplicada alguma espécie de castigo, aceita-o
geralmente, embora resmungue. Choca-a profundamente que a
mandem para o quarto ou que tenha de ir pra cama mais cedo.
Quando chora, as suas razões são mais subjetivas
do que anteriormente. Ou está desapontada porque algum
de seus brinquedos não quer funcionar, ou porque aquilo
que estava fazendo não deu certo. Chora por pensar
que as outras pessoas não gostam dela. Muito embora
saiba perder melhor do que antes, gosta de acabar por ganhar.
Se a vida não lhe corre bem, acaba por debulhar-se
em lágrimas. Também chora quando se machuca
fisicamente. Em geral, tenta conter as lágrimas, principalmente
se receia que alguém a veja. Pode mesmo dominar-se
tão bem que se limite a dizer: “Até me
dá vontade de chorar.”
Embora chore menos, grita mais. A barulheira generalizada
e a violenta efervescência motora da criança
de seis anos deram lugar a vocalizações muito
agudas, guinchos e, uma vez por outra, gritos horripilantes.
A criança de sete anos grita as suas respostas à
mãe; grita as suas críticas à vida em
geral, com um “Isto não é justo!”.
E exprime vocalmente a sua exuberância nos mesmos tons
agudos.
As maiores dificuldades das relações interpessoais
da criança de sete anos verificam-se com os irmãos
e com as outras crianças. Briga e contraria, mas pode
ser estimulada a dominar-se melhor com a perspectiva de uma
recompensa pela sua conduta. Uma separação planejada
e maiores oportunidades pêra brincar ao ar livre podem
ajudá-la a alcançar aquele objetivo.
A criança de sete anos propõe-se a sai mesma
objetivos demasiadamente elevados. Tem a pretensão
de ser perfeita e só leva pra casa os trabalhos escritos
quando estes foram classificados “ótimos”.
Preocupa-se profundamente com os seus enganos e sente autêntica
vergonha de os cometer. Pode não receber bem as correções
e tentar encobrir os erros, afirmando: “Era isso mesmo
o que eu queria dizer”, ou “Ia mesmo agora fazer
isso”.
Embora a criança desta idade sinta dificuldade em principiar
qualquer coisa, em vez que começa, é extremamente
persistente; tem de terminar, mas não sabe quando é
que deve parar. A sua mente está em perpétua
divagação. Se lhe falta habilidade manual, mas
tem a palavra fácil, subordina tudo à conversa;
sente a necessidade de ter alguém com quem falar e
fala desde manhã até a noite. Acorda falando,
não consegue parar de pensar e faz inúmeras
perguntas para consolidar as suas idéias.
A criança de sete anos é conscienciosa. Tomas
as suas responsabilidades a serio, ainda que ás vezes
não tenha bem a certeza de que ela é a responsável.
Gosta de orientar o seu dia – as coisas que terá
de fazer; e pode gostar de utilizar um plano que lhe sirva
de guia para alcançar os seus objetivos. Começa
a ser ponderada, a mostrar consideração pelos
outros e gosta imenso de agradar. É menos egoísta;
é mais capaz de repartir. Quer ser boa e se esforça
para isso. Quer estabelecer a sua posição no
grupo familiar. Exprime, pelo orgulho que manifesta, a sua
consciência se si própria e da família.
Mostra-se orgulhosa das suas capacidades, de ser boa, das
suas coisas, do seu lar e da sua família. Essa consciência
dá-lhe também uma maior autocrítica.
Algumas crianças de sete anos são mesmo capazes
de zombar de si próprias; ou, quando não conseguem
adormecer, podem dizer: “Não sei o que é
isto que acontece comigo.”
Embora tenha um domínio muito razoável da sua
vida, a criança de sete anos reconhece a existência
de forças exteriores a ela, como a “sorte”
e o “azar”, mostra-se inclinada a pensar que é
sempre ela que ela quem tem o “azar” todo. A magia
desponta também na sua mente como um desconhecido fascinante.
Pode imaginar um veículo mágico que a transporta
da escola para casa, quando se sente cansada; pode imaginar
um instrumento musical que toque para ela uma música
maravilhosa.
A criança com 8 anos de idade.
Expressão emocional
A criança de oito anos está
mais voltada “para fora de si mesma” do que estava
a de sete anos. É menos vulnerável, menos retraída,
menos inclinada a ceder terreno. Está pronta a enfrentar
seja o que for – gosta realmente de coisas difíceis.
Chega a manifestar coragem quando as enfrenta. Pensa que sabe
mais do que realmente sabe e adota com freqüência
um tom de voz de quem “sabe tudo”. Antecipa com
impaciência aquilo que pretende e pode mesmo esgotar
o seu interesse nessa antecipação. Os seus interesses
são de pouca duração e muda rapidamente
de uma coisa para outra. Esse poder de mudança rápida
torna-a mais controlável, porque se acalma depressa
com uma leve ajuda. É mesmo possível controlá-la
com um simples olhar.
É cheia de impaciência, especialmente consigo
mesma, e quer ver as coisas feitas de um momento para outro.
“Não tenho paciência para esperar”,
eis uma frase muito repetida pela criança de oito anos
e que tanto pode referir-se à festa da semana seguinte,
às férias do próximo verão ou
ao momento em que estará pronta para entrar na universidade.
Está constantemente dentro e fora de casa. É
tão mutável, tão incapaz de manter os
mesmos interesses que está permanentemente fazendo
novas exigências à mãe. Esta pode dizer:
“Ela não me deixa em paz”. Precisa com
freqüência de total atenção de alguém.
Precisa de ajuda para se entregar melhor a uma tarefa e precisa
de que a apóiem com elogios e encorajamentos. Teatraliza
tudo, inclusive a sua própria pessoa. Até as
histórias que inventa captam o dramatismo das situações
e podem provocar, conforme ela pretende, uma reação
adequada da assistência. Porque o teatro requer sempre
uma assistência.
Sendo tão exigente para com a mãe, é,
ao mesmo tempo, mais renitente em fazer-lhe as vontades. Pode
resistir a uma sugestão sua, ou a um pedido, com um
“Não” puro e simples; mas é mais
freqüente dar-lhe uma desculpa qualquer como “Agora
tenho que fazer” ou “Está bem, depois eu
faço”. É preciso dar-lhe tempo, porque,
em geral, satisfaz os pedidos depois de ter aliviado um pouco
a pressão interior.
Desfaz-se em lágrimas por inúmeras razões,
especialmente quando está cansada. Pode ter ficado
desapontada pela recusa de alguma coisa que desejava intensamente;
podem ter magoado sua sensibilidade, pode ter sido criticada
ou pode ter feito qualquer coisa que sabia não devia
fazer. Chora menos por motivos de perturbação
íntima , mas pode chorar por causa de uma cena triste
num filme ou numa história.
Uma vez por outra, pode encolerizar-se. Pode enfurecer-se
tanto com a mãe que é capaz de lhe dizer, de
rosto irado e com verdadeiro rancor: “Você me
dá nojo!” É raro bater na mãe,
mas pode bater num irmão quando fica zangada por a
mãe a ter repreendido. É bom que, mais tarde,
se chame a atenção da criança para este
mecanismo de retaliação, porque ela é
capaz de o compreender. Outras crianças de oito anos
podem manifestar a sua ira de forma mais humorística.
Podem endurecer o rosto numa expressão enraivecida,
projetando bem para diante o maxilar inferior, cerrar os punhos
e pôr os braços para trás, dobrados no
cotovelo. Esta postura dramática, sobretudo quando
é adotada numa situação emergente na
sala de aula, provoca infalivelmente uma explosão de
gargalhadas das outras crianças. As crianças
de oito anos também dramatizam verbalmente as coisas:
“Isto me acontece sempre.” “Nunca me deixam
fazer o que quero.” “Você já me fez
oito milhões de perguntas.”
Como a criança de oito anos exige das outras pessoas
uma total atenção, é conveniente que
os pais tenham planos bem definidos para aliviar a pressão
exercida sobre eles por uma criança desta idade. A
escola desempenha um papel importante nesse alívio.
As experiências novas aprendidas na escola são
avidamente assimiladas e ajudam a alargar o campo de visão
da criança. A competição com as outras
crianças é espontânea e estimula-a a dedicar-se
seriamente a uma tarefa. Embora em algumas situações
a criança possa ser autoritária, pode também,
sob vigilância, utilizar essa tendência para o
mundo ajudando outra criança que precise de atenção
individual. As suas brincadeiras, depois de ter voltado da
escola, precisam igualmente de certa vigilância. A presença
de uma criança mais velha pode proporcionar-lhe nesse
momento uma combinação benéfica de estímulo
e supervisão.
A criança de oito anos nem sempre se mostra a mais
agradável das companhias. É capaz de se tornar
insolente, em especial com a avó, quando esta vive
com a família. É de boa prudência que
a avó limite as sua relações com a criança
a certas atividades determinadas, como, por exemplo, ler-lhe
histórias ou jogar cartas com ela. O pior momento para
a avó intervir será quando o pai e a mãe
estiverem lidando com ela. Então, qualquer interferência
que a avó tenha pode provocar da parte da criança
uma série de observações extremamente
desagradáveis. Mas porta-se de maneira muito diferente
e faz até excelente companhia quando a avó vive
na sua própria casa e ela vai lá visitá-la.
A criança de oito anos gosta de discutir. Tem uma aguda
percepção dos enganos alheios, em especial dos
da mãe, mas faz também a sua autocrítica
e é capaz de dizer. “Parece que estou dormindo!”
Tem consciência de que os outros podem intrometer-se
e, por isso, coloca-se na defensiva. Dá largas aos
seus disparates em versos sem pés nem cabeça
e quando está cansada pode ter ataques de riso incontroláveis.
A criança com 9 anos de idade.
Expressão emocional
A criança de nove anos está,
finalmente, se tornando aquilo por que os pais se têm
esforçado tanto. Merece, e recebe, elogios como este:
“Aceita as suas responsabilidades”, “É
mais independente, mas também merece mais confiança”,
“É mais fácil lidar com eles”, “Pode-se
confiar nele”, “Obedece bem”.
Alguma coisa de muito concreto está acontecendo coma
criança de nove anos no que diz respeito à auto-organização.
A criança está entrando no domínio das
emoções mais positivas. Pode dizer que detesta
certas matérias, mas tenta aprendê-las conforme
pode. Se, no entanto, se mostra apreensiva em relação
a determinada matéria, como, por exemplo, a aritmética,
é importante evitar que se torna ainda mais apreensiva,
a ponto de “perder a cabeça”e recusar-se
a ir à escola. As crianças apreensivas necessitam
de um ensino mais concreto, de forma a poderem obter êxito
num dado nível e passarem depois gradualmente para
um nível mais elevado, conhecendo já exatamente
o processo que devem seguir para esse efeito.
A criança pode mostrar-se impaciente e impulsiva e
pode ter explosões violentas, mas todas essas reações
são de curta duração. Pode chorar, mas
só se a irritarem bastante ou estiver realmente magoada.
É mais fácil mostrar-se apreensiva e perturbada
com as suas próprias ações.
A criança de nove anos é, na verdade, o contrário
de impaciente. Planeja as suas atividades e chega a fazer
projetos para o dia todo. É persistente e que sempre
levar até o fim aquilo que planejou fazer. Pode acontecer,
no entanto, que a mãe a interrompa para lhe fazer qualquer
pedido; então, obedece com modos e depois volta a prosseguir
com a sua atividade. A única dificuldade pode ser a
de estar tão concentrada nessa atividade que não
ouça a mãe quando esta se dirige a ela. Algumas
crianças desta idade podem distrair-se ainda com facilidade,
mas também podem mostrar-se muito persistentes naquelas
poucas coisas que estão decididas a fazer. As crianças
de noves anos, tal como as de sete, são capazes de
criar uma verdadeira paixão por certas atividades.
“Ele era capaz de ficar o dia inteiro vendo televisão”,
diz, às vezes, a mãe.
A criança envergonha-se das suas atitudes anteriores
naqueles aspectos em que agora tem melhor domínio de
si. Pode mostrar-se envergonhada quando tem de se despir diante
de outras pessoas, quando a criticam, ou num encontro social
com pessoas do sexo oposto. Tanto as ações dos
pais como as dos irmãos estão sujeitas à
sua crítica. Tem o seu próprio critério,
pelo qual os avalia. Quer que procedam “adequadamente”.
É leal e dedicada nas suas amizades. Os amigos podem
sempre recorrer à sua proteção e fica
perturbada quando algum deles é repreendido. Sente-se
inclinada a admirar pessoas do seu sexo, quer da mesma idade,
quer pouco mais velhas. É o início do culto
de herói.
Causa admiração ver o pouco que é preciso
para trazer ao bom caminho a criança de nove anos.
Uma única experiência pode acender uma faísca
que não precisa ser alimentada. Observar uma pessoa
com falta de educação à mesa pode ser
um poderoso estímulo para a criança melhorar
a sua própria conduta. O quarto decorado e arranjado
de novo pode fazê-la abandonar os seus hábitos
de permanente desordem e passar a cuidar com orgulho da arrumação
do quarto. Até a simples oferta de um pequeno fóssil
pode lançá-la na investigação
enciclopédica de todos os conhecimentos que lhe seja
possível obter acerca do homem pré-histórico.
Nesta idade, todas as coisas que a criança ouve dizer
se imprimem em sua mente. Preconceitos que se geraram freqüentemente
aos oito anos precisam ser esclarecidos à criança
de nove anos para que esta não fique presa a eles.
Os nove anos são uma idade em predomina forte tonalidade
emocional. Encontramos nela sinais bem definidos de empatia:
assim, por exemplo, a criança pode dizer-nos que, quando
vê outra pessoa se machucar, sente uma dor no mesmo
lugar em que ela se machucou. No entanto, algumas das suas
reações emocionais já estabelecidas podem
variar, bem como outras das suas características, e
a criança pode passar rapidamente de um extremo a outro,
como, por exemplo, de uma extrema timidez a um atrevimento
extremo. Verifica-se outra dessas variações
extremas entre uma atitude de “que me importa!”
e uma intensa sensibilidade à crítica somada
a um forte desejo de agradar.
A criança de 10 anos de idade.
Vistas pelos pais como diretas, práticas,
simples, espertas, infantis. De um modo geral, indolentes
e hesitantes.
Persistem alguns temores, mas a criança é menos
ansiosa, exigente e inquisitiva do que aos nove anos. Raramente
chora e diz que é “realmente feliz”.
Fúrias pouco freqüentes, mas violentas, imediatas,
fisicamente expressas, que passam depressa. Humor direto,
elaborado, geralmente pouco divertido para os adultos.
Uma das idades mais felizes. A maioria descreve-se a si mesma
como “feliz com tudo”. As fontes de felicidade
são simples: “Se depois do jantar sair e for
brincar”; “Se fosse a algum lugar bonito”;
“Se as meninas forem simpáticas na escola”;
“Se pudermos levar os cachorros conosco nas férias
de verão”.
Quando alguém lhes pergunta se algumas vezes estão
tristes: “Às vezes” ou “Raramente”.
Humor na maior parte dos casos óbvio, freqüentemente
pesado e elaborado, e de um modo geral não divertido
do ponto de vista de um adulto. Não conseguem compreender
por que é que ninguém ri. Perguntam: “Entendeu?”
Explicam a piada.
Muitas crianças não aceitam uma piada acerca
delas próprias, ou de qualquer criança; receiam
que caçoem delas.
Brincadeiras práticas. Piadas acerca dos nomes de umas
e das outras. Muitos trocadilhos. Enigmas.
Quando repetem as piadas de outros, mostram tendência
para contá-las mal, omitirem as partes mais importantes.
Por vezes, repetem à mãe piadas “indecentes”,
geralmente sem as compreenderem.
Bibliografia:
GESELL, Arnold. A Criança dos 5 aos 10 anos. 3ª
edição. São Paulo: Martins Fontes. 1998.
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